A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus (gênero Lyssavirus, família Rabhdoviridae), que acomete mamíferos, inclusive o homem, e compromete o sistema nervoso central, levando a uma encefalite de evolução rápida com 100% de letalidade.
De acordo com o Instituto Pasteur, a raiva tem ocorrência quase universal.

Como ocorre a transmissão da raiva?

A raiva é uma zoonose que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor, o animal, que transmite a doença ao homem pela saliva, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura. E é importante salientar que os cães e os gatos não são os únicos portadores da doença – vários animais podem hospedar o vírus, como bovinos, equídeos, ovinos, caprinos, suínos e diversos animais silvestres.

Principais sintomas da raiva em animais

Os sintomas variam conforme a espécie. Quando a doença acomete animais carnívoros, com maior frequência eles se tornam agressivos (‘raiva furiosa’) e, quando ocorre em animais herbívoros, sua manifestação é a de uma paralisia (‘raiva paralítica’). No entanto, em todos animais costumam ocorrer os seguintes sintomas:
– dificuldade para engolir;
– salivação abundante;
– mudança de comportamento;
– mudança de hábitos alimentares;
– mudança de hábitos;
– falta de coordenação dos membros
– paralisia.
Nos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”, e os morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o dia, em hora e locais não habituais.
A raiva é uma doença que evolui muito rapidamente. Quando chega à segunda fase, a chamada “raiva paralítica”, na qual se acentuam os sintomas neurológicos, o animal geralmente vai a óbito em 48 horas.

Principais sintomas da raiva em humanos

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta:
– mal-estar geral;
– pequeno aumento de temperatura;
– falta de apetite;
– dor de cabeça;
– náuseas;
– dor de garganta;
– irritabilidade;
– inquietude;
– sensação de angústia.
Podem ocorrer linfoadenopatia, hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura, e alterações de comportamento.

A infecção da raiva progride, surgindo manifestações mais graves e complicadas, como:
– ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes;
– febre alta;
– delírios;
– espasmos musculares involuntários, generalizados, e/ou convulsões.
Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido mas não consegue (“hidrofobia”).
Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal.
O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso e a evolução para óbito. O período de evolução do quadro clínico, depois de instalados os sinais e sintomas até o óbito, é, em geral, de 2 a 7 dias.

Como é feito o diagnóstico da raiva?

Quando o paciente (animal ou humano) apresenta sinais e sintomas característicos da raiva, precedidos por mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosas provocadas por animal raivoso ou suspeito, o médico/médico veterinário consegue diagnosticar a doença sem dificuldade e isso ocorre em cerca de 80% dos pacientes.
No caso da raiva humana transmitida por morcegos hematófagos, cuja forma é predominantemente paralítica, o diagnóstico é incerto e a suspeita recai em outros problemas graves que podem ser confundidos com raiva humana. A confirmação laboratorial em vida pode ser realizada pelo método de imunofluorescência direta, em impressão de córnea, raspado de mucosa lingual ou por biópsia de pele da região cervical (tecido bulbar de folículos pilosos). Quando o paciente vem a óbito, a realização da autópsia é de extrema importância para a confirmação da doença.
Nos animais, a conclusão final só é feita após a sua morte, por meio de exames no tecido cerebral. Infelizmente, a doença não possui um tratamento eficaz conhecido. Sendo assim, a eutanásia é indicada sempre que são observados sinais muito claros de raiva.

Prevenção

Apesar de ser uma doença extremamente perigosa, a prevenção da raiva é bastante simples: vacinação.
A vacina contra raiva é o método mais seguro de garantir a proteção do pet!
Geralmente, a primeira dose é administrada entre o 4o. e 5o. mês de vida. Depois, a imunização deve ser reforçada anualmente, de acordo com a orientação do veterinário. Se você adotou um cachorro ou um gato adulto ou idoso e não sabe o histórico de imunização dele, é importante levá-lo a um veterinário para tomar todas as vacinas necessárias e ficar protegido.
A vacina da antirrábica possui uma taxa de proteção muito próxima a 100% e a maioria dos municípios oferecem as doses de forma gratuita.

Seguem algumas orientações do Instituto Pasteur no caso de uma pessoa ser agredida por um animal, mesmo que ele seja vacinado contra a raiva:
– Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão;
– Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo;
– O animal deverá ficar em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva;
– Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde;
– Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.

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